Na parábola escrita em Mateus 13, Jesus nos remete a um bom agricultor que nunca deixou de semear independente do tipo de solo que o encontrava, assim como tantas outras partes da Bíblia, a própria semente se refere a algo totalmente cheio de vida e de poder. Para nós, seres humanos, se as mesmas não fossem cultivadas por idôneos lavradores, a perpetuação de nossa espécie não seria de fato efetivada.
Fazendo um paralelo com essa mesma parábola, vemos que o solo é outro fator primordial. Existem solos rochosos, sem profundidade; solos com muitos espinhos, cheios de plantas daninhas; solos à beira do caminho, totalmente compactados, etc. Para que tais solos possam a vir a ter uma boa colheita é preciso cultivá-los. Mas quem se dispõe a pagar um alto preço em terrenos como esses... Na verdade poucos muito poucos possuem amor pela terra.

Para nós engenheiros agrônomos, que vivemos para tais solos, e para tal semeadura, é de vital importância semearmos em uma “boa terra”, para que, colhamos a cem, a sessenta e a trinta por um.
Não somente a nossa classe deveria possuir tal amor pela terra, pois o que deveria acontecer, e parece que ainda não está acontecendo, é que como Jesus explicava as parábolas após as mencioná-las, nós seres humanos deveríamos refletir sobre o porquê de cultivarmos.
Devemos nos voltar ao princípio, rever nossos conceitos e sermos simples para que o suor do nosso rosto não venha a ser o orgulho em nosso coração. O fato de colhermos muito não significa que somos os “tais”, mas sim que o solo em que produzimos, ou seja, o amor por tal semeadura é quem nos deu a capacidade de podermos alimentar não somente aos que conosco se relacionam, mas sim a todos que confiam no poder da semente. Pois, na verdade, se não fossem a semente, a chuva e o solo, a nossa profissão se resumiria à somente lermos as “parábolas”, e não às explicá-las.
“Atendei vós, pois, à parábola do semeador” (Mt 13:18)
Marianna Villaça Batista
Janeiro2009
Olha, muito bom esse texto!
ResponderExcluirDeu pra ler nas entrelinhas que, mais que inspirada, vc estava desfrutando do que escreveu!
Parabéns, Marianna!